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Alepa aprova projeto que proíbe arquitetura hostil usada para afastar pessoas de áreas públicas

Alepa aprova projeto que proíbe arquitetura hostil usada para afastar pessoas de áreas públicas A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou por unanimi...

Alepa aprova projeto que proíbe arquitetura hostil usada para afastar pessoas de áreas públicas
Alepa aprova projeto que proíbe arquitetura hostil usada para afastar pessoas de áreas públicas (Foto: Reprodução)

Alepa aprova projeto que proíbe arquitetura hostil usada para afastar pessoas de áreas públicas A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou por unanimidade, nesta semana, um projeto de lei que proíbe a chamada arquitetura hostil em espaços públicos do estado. A proposta veta a instalação de estruturas utilizadas para dificultar a permanência de pessoas em áreas de uso coletivo e agora segue para sanção do governo estadual. O projeto segue agora para análise e sanção do governador do Pará. O projeto proíbe a instalação de estruturas fixas como pedras, grades, hastes metálicas, pinos e vidros em espaços públicos quando não houver justificativa técnica ou ambiental para a intervenção. A vedação se aplica a locais como viadutos, pontes, passarelas, praças e calçadas. Segundo o texto aprovado, as estruturas não poderão comprometer a circulação de pedestres nem criar barreiras que prejudiquem o uso coletivo desses espaços. Para o professor de Arquitetura e Urbanismo Juliano Ximenes, a arquitetura hostil interfere diretamente na forma como as pessoas ocupam e utilizam a cidade. O pesquisador avalia que esse tipo de intervenção restringe a convivência nos espaços públicos e afeta o acesso democrático aos ambientes urbanos. A autora da proposta, deputada estadual Lívia Duarte, afirma que a medida busca enfrentar práticas que atingem principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade social. “A arquitetura hostil é uma verdadeira violência e vandalismo contra essas pessoas já tão vandalizadas pela sociedade. Para a população em situação de rua, tal prática significa ter, no local onde dormia ou se abrigava, obstáculos pontiagudos expulsando-a sem qualquer alternativa ou diálogo, arrancando-lhes o mínimo de dignidade que lhe restou e prejudicando o direito constitucional de ir e vir”, justificou a parlamentar no projeto. A arquitetura hostil é alvo de críticas de urbanistas e entidades ligadas aos direitos humanos por criar barreiras físicas destinadas a afastar pessoas de determinados locais. Embora afete principalmente a população em situação de rua, especialistas apontam que esse tipo de intervenção também impacta idosos, trabalhadores, ciclistas e outros grupos que utilizam os espaços públicos para circulação, descanso e convivência. Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.

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